quarta-feira, 7 de junho de 2017

OS INESPERADOS EFEITOS SEGONDARIOS DA MEDITACAO

Descobre a Escolha de Sofrologia.





Associamos a prática de meditação ao tratamento de situações de stress, depressão ou dependência. Mas um novo estudo revela que, assim como pode ser beneféca, a meditação também pode ter alguns efeitos negativos

Quando pensamos em meditação ou em atingir o agora tão falado mindfulness (atenção plena) dificilmente pensamos em "medo" como um dos efeitos. Mas um novo estudo veio associar este e outros sintomas à prática da meditação.
Um grupo de investigadores da Universidade de Brown, nos EUA, analisou o fenómeno da meditação e os resultados revelaram que as pessoas podem sofrer efeitos negativos apenas com 30 minutos de meditação.
Em algumas pessoas, as técnicas de relaxamento podem ter o efeito inverso. “Existe um fenómeno chamado ‘pânico de relaxamento induzido’ que significa que algumas pessoas aumentam o nível de ansiedade ou pânico quando tentam relaxar”, explica Willoughby Britton, co-autor do estudo.
Com base em 59 experiências de meditação, os investigadores apuraram que os efeitos colaterais mais comuns eram medo, ansiedade, pânico ou paranóia - efeitos sentidos por 82% dos participantes. Outros 42% sofreram de alucinações e 28% tornaram-se hipersensíveis à luz.
“Uma pesquisa anterior tinha sugerido que certas práticas de meditação, especialmente a concentração, imitam a privação sensorial. Muitas vezes, as pessoas que meditam estão imobilizadas num ambiente calmo, de olhos fechados, e estão a restringir a sua atenção a um objeto específico. O que pode explicar certas mudanças, como a hipersensibilidade à luz ou alucinações visuais”, explica Jared Lindahl, principal autor do estudo.
Britton acrescenta que, embora a meditação seja normalmente associada a sentimentos de calma e relaxamento, também pode ter consequências a nível do sono, nomeadamente não sentir necessidade de dormir (situação comum em retiros espirituais).
Não é conclusivo quais os fatores que provocam estas reações e porque só acontecem a algumas pessoas. Contudo, o estudo afirma que muitas pessoas retiram benefícios da prática de meditação, que é cada vez mais recomendada como tratamento a situações de dor, depressão, stress ou dependência.

E por isso que a meditaçao tem que ser administrada com profisionais qui conhecem bem esse tipo de reaçaoes.

William BONNET,Présidente da ABS

   Descobre a Escola de Sofrologia









domingo, 6 de abril de 2014

PALESTRA DE WILLIAM BONNET EM MACEO




Durante o dia 06 de abril de 2014 realizei um evento de divulgação da Sofrologia em Maceió, Estado de Alagoas, Brasil.

Nesta apresentação tivemos a presença de 59 profissionais das áreas de psicologia, mestrados em ciências sociais, medicina e psiquiatria.

Neste encontro foi apresentado o conceito de sofrologia que por definição é uma ciência, ou melhor, uma Escola científica que estuda a consciência, suas modificações e os meios físicos, químicos ou psicológicos que podem modificá-la, com o fim terapêutico, profilático ou pedagógico em medicina.

Ela estuda a modificação dos estados de consciência, a modificação dos níveis de vigilância e os meios de produzir essas modificações. Para isso, a sofrologia utiliza as técnicas denominadas sofrônicas passivas ou ativas, saídas da hipnose e da sugestão. Além dos métodos de relaxamento tradicionais.
Foi também ensinado que as técnicas sofrológicas são indicadas a nível coletivo ou individual a todos aqueles que:

· Desejam potencializar ou descobrir as suas capacidades;
· Melhorar a sua qualidade de vida;
· Adquirir maior resistência perante as tensões do dia-a-dia;
· Reforçar uma atitude positiva perante a vida.

 William BONNET
www.sophrologie.net 


PALESTRA EM JAO PESSOA






Durante o dia 30 de março de 2014 realizei um evento de divulgação da Sofrologia em João Pessoa, Estado da Paraíba, Brasil.

Esta apresentação foi direcionada para professores de ciências médicas e professores de ciências sociais provenientes da capital e interior do Estado da Paraíba totalizando 41 participantes.

Com o intuito da divulgação da sofrologia no Brasil, neste encontro foi apresentado o conceito de sofrologia que por definição é uma Escola científica que estuda a consciência, suas modificações e os meios físicos, químicos ou psicológicos que podem modificá-la, com o fim terapêutico, profilático ou pedagógico em medicina.

Em função do público alvo deste encontro, foi dada ênfase à utilização da somatoterapia, pois ela é, com a psicoterapia e a socioterapia, uma das três grandes categorias de terapia. Enquanto que a psicoterapia se pende mais precisamente sobre os processos psíquicos individuais e a socioterapia estuda a dinâmica relacional, a somatoterapia trabalha sobre o funcionamento e a vivência corporal.
Foi também apresentado o conceito de que as técnicas sofrológicas são indicadas a nível coletivo ou individual a todos aqueles que:

· Desejam potencializar ou descobrir as suas capacidades;
· Melhorar a sua qualidade de vida;
· Adquirir maior resistência perante as tensões do dia-a-dia;

· Reforçar uma atitude positiva perante a vida.

William BONNET

sábado, 5 de abril de 2014

O CORPO FALA


O corpo fala...
"Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior ...
Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.
Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida.
Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade.
Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.
Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.
Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade."...

sábado, 11 de janeiro de 2014

DIVULGACAO DA SOFROLOGIA NO NORDEST DO BRASIL


Durante o dia 10 de janeiro de 2014 realizei um evento de divulgação da Sofrologia em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, Brasil.

Nesta apresentação compareceram 45 psicólogos provenientes das capitais Recife, João Pessoa, Natal, Maceió e Aracaju e de algumas cidades do interior como Campina Grande – PB e Caruarú – PE.

Foi explanado que a Sofrologia é uma ciência médica que estuda e investiga como estimular a as forças responsáveis pela harmonia biológica do ser humano através da consciência.
E que através da Sofrologia o indivíduo consegue controlar os diferentes níveis e estados de vigilância, alcançando o auto-controle do corpo e da alma, através do equilíbrio do corpo, da emoção e do pensamento.

Foi também ensinado que as  técnicas sofrológicas são indicadas a nível coletivo ou individual a todos aqueles que:
· Desejam potencializar ou descobrir as suas capacidades;
· Melhorar a sua qualidade de vida;
· Adquirir maior resistência perante as tensões do dia-a-dia;
· Reforçar uma atitude positiva perante a vida.


WILLIAM MICK BONNET

Psicologo-sofrologo Francês

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Experiências de Sofrologia
Os “milagres” da Sofrologia…


Local: Porto (Portugal)
Data: Dezembro 2010
Entrevistado: Diego (pseudónimo)
Caso: o Diego tem problemas clínicos de difícil diagnóstico, ortopédicos? Neurológicos? Outros? Os pareceres da ciência médica são contraditórios, e quer a família, quer o Diego andam angustiados, pela “ameaça” de amputações de parte dos pés, ou dos pés, ou mesmo de mais área óssea na proximidade dos pés.


Conheci o Diego no mês de Outubro de 2009.

Em Dezembro de 2010, realizei a entrevista, que exponho na íntegra. fenomenologia pura – pela qual se poderão deduzir os factos clínicos, as vivências do Diego e da família, as atitudes dos amigos, e sobretudo a sua fragilizada auto-estima.

Pergunta – Diego, como vieste parar ao Desporto Adaptado? Em que é que o desporto adaptado contribui para a tua realização pessoal? Quais são as tuas dificuldades enquanto portador de uma deficiência? Dificuldades que tens na vida, dificuldades na tua mobilidade quotidiana. Como é que tu lidas diariamente com essa deficiência? Provavelmente tens dificuldades, já te ultrapassaste várias vezes! O que esperas do Desporto? Em que é que ele ajuda a melhorar a tua dimensão existencial?

DIEGO – Os meus problemas começaram aos 4 anos, quando tive uma temperatura súbita nocturna, com bastante febre e tive… e fiquei estrábico e… praticamente cego e surdo, do olho e do ouvido esquerdo… Fiquei com uma bactéria dentro de mim que quando tenho temperaturas altas… fico doente… o meu organismo fica alterado e… disseram-me para usar óculos, pronto não foi muito grave… foi-se corrigindo ao longo do tempo.

Entre os 6 e os 10 anos tive bastantes problemas. Tive uma pneumonia… duas semanas depois tive uma recaída… fui operado aos dois olhos e aos ouvidos em 3 operações. Durante 1 ano… penso que foi quando tinha 7 anos… isso marcou-me um bocado porque… tive que… não tive uma infância como as outras crianças… isso fragilizou-me bastante e tive que tratar problemas tais como a púrpura e a zona.

Depois, aos 11 anos entrei para o futebol, comecei a ter uma melhor qualidade no que toca à saúde…

Deixei o futebol dois anos depois para ingressar no taekondo… Com o taekondo também fui tendo uma vida melhor, em questão de saúde e… passei três anos lá e…

Sensivelmente no verão de 2008 a minha mãe começou a detectar… a minha mãe e a minha família… que eu andava com os pés tortos, principalmente quando andava de chinelos e a minha mãe um dia levou-me ao médico de família. A médica de família disse que era… que não era nada, que era paranóia da minha mãe e que… era do crescimento que eu era… desleixado, mas a minha mãe não se conformou… Começou a fazer exames. A fazer exames em (médico) particular e… depois uma equipa médica da Urgência do Hospital de S. João reconheceu-me porque eu fiz 3 entorses praticamente seguidas… reconheceu-me das três vezes que fui lá porque curiosamente fui atendido pelas mesmas pessoas… estranharam eu estar a ir sempre lá regularmente… A minha mãe não contou os problemas que eu estava a ter dificuldades ao andar e… reencaminharam-me para as consultas de ortopedia. Em ortopedia a minha mãe disse que… mostrou os exames que eu estava a fazer e disseram-me que eu tinha o pé vacum… que eu tinha de partir os 2 pés... para retirar um pouco de osso…

A minha mãe disse que não seria esse o meu problema porque estava a piorar cada vez mais e não era só em questão de pés. Ao andar também estava a ficar com os menos força, nas pernas principalmente. O médico de ortopedia… reencaminhou-me para podologia e esse podologista que tinha de haver mais alguma coisa não seria só o pé vacum…

Fui agora reencaminhado para neurologia já lá ando há cerca de 2 anos. Comecei a andar num hospital… num consultório particular e… aí esse médico trabalhava no HSA e ele reencaminhou-me para o HSA com a ajuda de um ortopedista bastante conceituado a nível nacional o mesmo diagnóstico que era calcanhar vacum. Aí após alguns estudos genéticos verificou que eu tinha realmente problemas neurológicos… Uma mielopatia…com início e… após isso continuaram a fazer-se alguns estudos até porque havia incompatibilidade entre alguns estudos que já haviam sido feitos e o problema era outro, uma atrofia medular espinal progressiva, que é o diagnóstico actual.

Quando me foi diagnosticado o pé vacum tive que deixar o taekondo… algo que me afectou bastante fiquei com a minha auto-estima em baixo porque eu adorava a fazer desporto principalmente taekondo e estive bastante em baixo.

Isto afectava-me bastante pensava naquela altura que nunca mais poderia voltar ao desporto apesar de toda a gente à minha volta dizer que sim.

Em 2009 entrei para o Desporto Adaptado para a natação. No início não gostei muito mas depois comecei a aprender a gostar da natação e comecei a desejar as competições e isso tudo…

Muita gente que eu julgava minha amiga, muitos  colegas da minha escola começaram a afastar-se de mim quando souberam que eu estava com algum problema. Isso também me deitou um bocado abaixo mas agora tenho bons amigos e acredito que os outros foram embora para meu bem porque ainda bem que foi nesta situação que se afastaram de mim. que pudesse ser pior…

Agora actualmente tenho bons amigos como já disse, a minha auto-estima e a minha confiança em mim próprio está incomparável com o que era antes estou muito melhorestou a fazer tratamento numa clínica privada também me está a ajudar bastante para além da fisioterapia e da natação… e tento ao máximo fazer uma vida normal. Na escola, em educação física tento fazer as coisas igual aos outros apesar de saber que não posso sei que quando não posso não o faço muitas vezes os Professores que conhecem o meu problema dão-me os parabéns porque não parece que tenho este problema e nota-se que me esforço bastante para estar ao nível dos outros no Desporto em geral e em educação física.

E é assim que me sinto, uma pessoa igual ás outras apesar de saber que tenho este problema não me afecta muito pois já aprendi a conviver com o meu problema apesar de no início eu próprio olhar para mim de lado eu próprio achava-me um coitadinho - agora já não, já aprendi a conviver com isto.”

O Diego tem sido objecto de trabalho de sofrologia desde Outubro de 2010. Quer nos treinos, quer em ambiente de competição desportiva.

Na entrevista, o Diego não o diz, mas por vezes fica(va) completamente imobilizado, a ponto de ter de usar canadianas para se movimentar; pior ainda, tinha de ficar muitas vezes em casa, por dificuldades de mobilização e ausência de força muscular.


O Diego está num grupo especial de nadadores, em preparação para um Campeonato Europeu destinado a Pessoas Portadoras de Deficiência. E nesse contexto, o Diego tem sido objecto de trabalho pesado e contínuo, o que não era habitual, pelas fragilidades de que se queixava.

Há alguns dias atrás, estava eu no balneário com o Diego, e ocorreu-me a seguinte observação: “Oh! Diego… tu não tens tido problemas… agora até já suportas trabalho duro com as pernas, já fazes pernas de bruços, costas… E acho que… ou estou enganado? Tu já vai para dois anos que não usas canadianas, que não tens ficado imobilizado, tens gerido a tua energia de forma normal, não tens faltas à natação por esse motivo…

E o Diego disse-me apenas isto: “é verdade!”

Então, que há de novo na vida do Diego? A Sofrologia!

É com ela que ele tem aprendido a relaxar, a gerir a ansiedade e o stress; é com as técnicas da sofrologia (RD1 e RD2, com a respiração intencional, com a sofro analgesia e com a visualização, entre outras) que o Diego tem aprendido a gerir o seu bem-estar e o seu sentido existencial.


Eu limitei a fazer-lhe uma concludente observação: enquanto eu estiver contigo, e comigo tu praticares a sofrologia e procurares nas técnicas e na filosofia da sofrologia as curas para os teus problemas… Eu não sou médico, muito menos milagreiro… apenas te aconselho! Não te deixes operar enquanto os teus problemas não se revelarem natural e objectivamente!

Andas bem, o meu segundo conselho: vive o teu dia-a-dia com a sofrologia! Resolve as tuas dificuldades com a sofrologia! Procura o teu bem-estar e a tua harmonia com a sofrologia! O teu sucesso escolar e pessoal está na sofrologia!

Faz uma pequena introspecção e analisa bem o teu percurso desde o momento em que começaste indiferentemente a praticá-la diariamente comigo, aqui na piscina.

E o Diego quer ir mais além! Quer mesmo a sofrologia individual, clínica, porque nele renasceu a esperança de voltar a ter dias felizes…



Joaquim Hernâni Dias
Master em Sofrologia
Porto/Portugal
Novembro/2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011


Experiências de Sofrologia


Gestão da ansiedade e da energia em contexto de prova desportiva

Local: Piscinas Estádio Alvalade, Lisboa
Data: 15 de Outubro de 2011
Evento: Natação Taça Anddi (Associação Nacional Desporto para Pessoas com Deficiência Intelectual) e, simultaneamente, Torneio do Sporting Clube de Portugal
Sofronizando: C.M.
Situação: o início da prova estava agendado para as 17h30m, porém por razões logísticas, e de interesse organizacional, foi solicitada uma antecipação do horário, para que as provas se iniciassem cerca das 16h00.
Nesse contexto, os atletas fizeram o seu aquecimento mais cedo, antecipando-o para as 15h00.
Sabe-se lá porquê? As provas só viriam a ter lugar mesmo pelas 17h30. Com este adiamento de horário, os atletas: (i) perderam o “aquecimento”, e pior do que isso, (ii) entraram em estado de ansiedade (generalizada).

As provas da minha atleta eram testes de capital importância para o seu futuro imediato: (i) era necessário melhorar as suas marcas; (ii) teria de demonstrar capacidade e competência para continuar a integrar a Equipa Nacional que em Coimbra (Portugal) vai defender as cores de Portugal no 1.º Campeonato da Europa para Nadadores Portadores do Síndrome de Down.

Através da linguagem não-verbal da minha atleta – expressão facial, postura corporal, tensão muscular, ansiedade em saber o que iria nadar, quando? Como?, e outros sintomas – de imediato concluí que uma intervenção com as técnicas da Sofrologia seria ideal, para sustentar o estado físico, psíquico e emocional da atleta na sua máxima optimização, de maneira a salvaguardar os interesses dela e do Clube, nesse evento, e nomeadamente nas provas em que iria competir.

Mãos à obra!

Coloquei-me na retaguarda da atleta, que estava sentada na cadeira junto ao cais de partida, e sofronizei-a quanto baste, com a ajuda das minhas mãos, mantendo-lhe os olhos ligeiramente fechados, sem pressão, terpno logos junto ao ouvido direito (recordo que estava em ambiente barulhento).

Depois fiz um SAP (Sofro Aceitação Progressiva) levando-a ao visionamento da prova, desde o salto para a água, ao percurso, à audição das minhas indicações sonoras para determinados procedimentos – correcção de gestos e velocidade – e, finalmente, a alegria de escutar e apreciar os aplausos do público, no final da sua prova.

Ainda assim, as circunstâncias exigiam mais intervenção, e a demora do início das provas conferiu oportunidade para mais trabalho de sofrologia: respiração abdominal, mantendo o tónus de actividade e o relaxamento de circunstância harmonizados, sobretudo a temperatura corporal e a ansiedade em estado optimizado – poupando-lhe desgaste energético precoce.


Verdadeiro sucesso! Estava carimbado o passaporte para a Selecção Nacional! Como disse alguém um dia: “é fácil treinar um atleta, basta elaborar um plano de treino, ajustar as cargas e, com a ajuda de um cronómetro, levá-lo à potenciação das suas capacidades físicas. Pois… E quando isso já não for possível? Quando se tiver esgotado todo esse manancial e o atleta não for capaz de ir mais além? – Aí, teremos de investir na área psíquica!”.

E é isso que eu tenho feito com os meus atletas: liberto-os e e permito-lhes potenciar todas as suas capacidades, de maneira a que eles expressem livre e categoricamente as suas competências, elevem a sua auto-estima, e consolidem o seu sentido existencial.

Na primeira prova (50 m costas), a atleta fez menos 7 segundos (1’.04’’) que o seu melhor tempo (1’.11’’), e ganhou à sua adversária, directa. Na segunda prova (borboleta/mariposa), a atleta fez um tempo “canhão”, menos 12 segundos (de 1’.09’’, para 57’’; na terceira prova (200 m costas), aproximou-se das adversárias directas, e fez um tempo fantástico (de 5.25, para 5’.05’’); finalmente, em 50 m livres, a marca fixou-se em 57’09’’, quando o seu tempo de inscrição era de 1’07’’.

E muitas pessoas, técnicos e público, atletas e dirigentes se interrogavam: mas como?!... Mas que maravilha!...

No mesmo evento, outro atleta (Síndrome de Down) seria objecto de sessão sofrológica, aqui mais na visualização dos gestos e na auto-sugestão. E também ele seria bem sucedido, pois num total de cerca de 20 atletas, ele que concorria pela primeira vez, fez um excelente 4º lugar nas duas provas em que participou: 25 m livres, e 50 m bruços.

Estes resultados começam a “convencer” as pessoas do poder da Sofrologia! E nesse sentido, muitas têm sido as solicitações de outros atletas para trabalhos extra!

Experimentem, e sintam como um atleta objecto de trabalho sofrológico se sente um verdadeiro “pote” de energia positiva…, que de tão positiva, até desgasta e enerva quem está ao lado deles! A tal ponto, que aumenta a rivalidade, e quiçá a inveja…

Não se diz que a mudança (com a sofrologia) incomoda e pode trazer-nos “amargos de boca”?


Joaquim Hernâni Dias
Master em Sofrologia
Porto/Portugal
Outubro/2011